DA PERSONAGEM AO LUGAR
‘Altas
árvores se viam com folhas verdes brilhantes que reluziam ao volver do vento e
do sol quente que as iluminava. Vento trapaceiro que corre por entre os ramos e
tudo revolve, trás com ele um ar quente e fresco ao mesmo tempo.
Nesta
clareira de muita luz, de muito sol, podem ver-se os desenhos refletidos no
chão, que as delicadas folhas criam ao bailar a sua dança ao som do violino que
o vento toca. Cheiro forte e envolvente, risos de crianças ao longe e um aroma
a verão paira no ar.
E no
rodopiar do vendo surge Namalí, a criança sonho, pés descalços, olhos castanhos
vivos, estranhamente vivos, fortes e inquisidores de quem tudo sabe e tudo quer
saber.
Corre,
fugindo com alegria, talvez brinque às escondidas, talvez fuja de um amigo,
Apenas sei, que esta criatura de cabelos
castanhos e olhos vivos corre ao som do vento, ao toque das árvores, ao tinir
do som do seu próprio sibilar. Toda ela parece feita de uma tênue e etérea luz
como se de um pirilampo se tratasse.’
By Ana Ribeiro
Trabalhando Escrita Criativa ou tentando :-)

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